Parafraseando 2

Original:

Profecias de uma Revolução na Medicina

Há séculos, os professores de segundo grau da Sardenha vêm testemunhando um fenômenos curioso. Com a chegada da primavera, em fevereiro, alguns de seus alunos tornam-se apáticos. Nos três meses subseqüentes, sofrem uma baixa em seu rendimento escolar, sentem-se tontos e nauseados, e adormecem na sala de aula. Depois, repentinamente, suas energias retornam. E ficam ativos e saudáveis até o próximo mês de fevereiro.
Os professores sardenhos sabem que os adultos também apresentam sintomas semelhantes e que, na realidade, alguns chegam a morrer após urinarem uma grande quantidade de sangue. Por vezes, aproximadamente 35% dos habitantes da ilha chegam a ser acometidos por este mal.
O Dr. Marcelo Siniscalco, do Centro de Cancerologia Sloan-Kedttering, em Nova Iorque, e o Dr. Arno G. Motulsky, da Universidade de Washington, depararam pela primeira vez com a doença em 1959, enquanto desenvolviam um estudo sobre padrões de hereditariedade e determinaram que os sardenhos eram vítimas de anemia hemolítica, uma doença hereditária que faz com que os glóbulos vermelhos do sangue se desintegrem no interior dos veios sangüíneos. Os pacientes urinavam sangue porque os rins filtram e expelem a hemoglobina não aproveitada. Se o volume de destruição for mínimo, o resultado será a letargia; se for aguda, a doença poderá acarretar a morte do paciente.
A anemia hemolítica pode ter diversas origens. Mas na Sardenha, as experiências indicam que praticamente todas as pessoas acometidas por este mal têm deficiência de uma única enzima, chamada deidrogenase fosfo-glucosada-6 (ou G-6-PD), que forma um elo de suma importância na corrente de produção de energia para as células vermelhas do sangue.
Mas os sardenhos ficam doentes apenas durante a primavera, o que indica que a falta de G-6-PD da vítima não aciona por si só a doença - que há algo no meio ambiente que tira proveito da deficiência. A deficiência genética pode ser a arma, mas um fator ambiental é quem a dispara.
Entre as plantas que desabrocham durante a primavera na Sardenha encontra-se a fava ou feijão italiano - observou o Dr. Siniscalco. Esta planta não tem uma boa reputação desde ao ano 500 a.C. , quando o filósofo grego e reformador político Pitágoras proibiu que seus seguidores a comessem, ou mesmo andassem por entre os campos onde floresciam. Agora, o motivo de tal proibição tornou-se claro; apenas aquelas pessoas que carregam o gene defeituoso e comiam favas cruas ou parcialmente cozidas (ou inspiravam o pólen de uma planta em flor) apresentavam problemas. todos os demais eram imunes.
Em dois anos, o Dr. Motusky desenvolveu um teste de sangue simples para medir a presença ou ausência de G-6-PD. Atualmente, os cientistas têm um modo de determinar com exatidão quem está predisposto à doença e quem não está; a enzima hemolítica, os geneticistas começaram a fazer a triagem da população da ilha. Localizaram aqueles em perigo e advertiram-lhes para evitar favas de feijão durante a
estação de floração. Como resultado, a incidência de anemia hemolítica e de estudantes apáticos começou
a declinar. O uso de marcadores genéticos como instrumento de previsão da reação dos sardenhos à fava
de feijão há 20 anos foi uma das primeiras vezes em que os marcadores genéticos eram empregados deste modo; foi um avanço que poderá mudar o aspecto da medicina moderna. Os marcadores genéticos podem prever agora a possível eclosão de outras doenças e, tal como a anemia hemolítica, podem auxiliar os médicos a prevenirem totalmente os ataques em diversos casos.
(Zsolt Harsanyi e Richard Hutton, publicado no jornal O Globo).




Parafraseado:

Marcadores Genéticos: um Avanço na medicina.

Desde alguns séculos atrás, professores sardenhos de segundo grau vêm observando um fenômeno curioso. Na primavera, em fevereiro, seus alunos tornam-se apáticos e apresentam baixo rendimento escolar.
Curioso e ao mesmo tempo interessante é que os adultos também apresentam os mesmos sintomas, chegando a alcançar 35% do total da população.
Em 1959, dois grandes cientistas, Dr. Marcello Siniscalco e Dr. Arno G. Motulsky, estavam fazendo estudos sobre os padrões de hereditariedade e descobriram que os sardenhos eram vítimas de anemia hemolítica, doença hereditária que faz os glóbulos vermelhos do sangue se desintegrarem no interior dos vasos sangüíneos. A destruição mínima dos glóbulos vermelhos leva o indivíduo à apatia e a destruição máxima, à morte. Descobriu-se que aqueles que possuem a doença têm deficiência da enzima deidrogenase fosfo-glucosada-6 (G-6-PD).
O fato de os sardenhos apresentarem sintomas da doença na primavera fez perceber que algum fator ambiental desencadeava a anemia. Falando em linguagem mais clara: a soma de deficiência genética mais fator ambiental é igual a anemia hemolítica.
O Dr. Motulsky, em dois anos, desenvolveu um teste de sangue simples para medir a presença ou ausência da enzima. Atualmente os cientistas têm um método eficaz para detectar quem está ou não predisposto à doença.

Parafraseando 1

Original:
Democracia é quando eu mando em você, ditadura é quando você manda em mim. (Millôr Fernandes)

Parafraseado:
Como já disse Millôr Fernandes, democracia tem um conceito bem relativo, depende do lugar onde a pessoa esteja. Se ela estiver no comando, há democracia; se ela for comandada, então só existe a ditadura.

Canastra de Contos

http://canastradecontos.blogspot.com/


:)

f.r.a.g.m.e.n.t.a.n.d.o.

Preocupação. Cabeça a mil. Barulho de chuva. Quarto escuro. Sem música nos fones. Janela. Lá vou eu. Fumo um cigarro. Volto pro computador. Risadas. Risadas. Risadas. Xixi. Apagar a luz. Cozinha. Copo. Coca-Cola. Quarto. Sono. Cama. Zzz.

Chove ae, chuva!

Finalmente a chuva resolve dar o ar da graça!
Ultimamente os dias têm sido bem quentes. Eu até gosto do calor, mas não gosto de clima abafado e, convenhamos cidadãos Muriaeenses, essa cidade tá um inferno. Era calor, era abafação, aquele incômodo desgraçado...
Eu gosto mesmo é de temporal, aqueles que tem trovão, ventos fortes, placas soltas voando e a água caindo com pressão! Não é bem um desses que tá lá fora mas é o melhor que tá tendo.

Igor

Igor tem 21 anos, trabalha, embora não precise, em uma loja de grife muito famosa localizada na cidade do Rio de Janeiro.
Filho de poderosos, sempre teve absolutamente tudo que queria mas sempre por merecimento, embora também não precisasse. Seus pais achavam até estranho tal atitude porque afinal, é muito bom ter tudo o que se quer sem precisar fazer o mínimo esforço.
Olhos castanhos bem claros, cabelo curto, bem bagunçado, castanho pouco mais escuro que a cor dos olhos, um belo sorriso largo, impositivo, tão branco que chegava a cegar, estremecia qualquer um. Barba por fazer com algumas pequenas falhas, um metro e oitenta e sete de altura, rapaz estiloso, sempre bem arrumado.
Adora a noite, conhecido de muitos, realmente amigo de poucos, tem uma vida social muito ativa, sempre circulado de boas pessoas. Apesar de sempre bem vestido, dá valor mesmo ao que cada pessoa tem de melhor, dá valor ao sentimento.
Tem uma irmã de 6 anos de idade que ele diz ser a coisa mais linda que existe em sua vida. Ama e odeia os pais que tem.
Dirige um carro esportivo modelo do ano passado, fuma, bebe e queima unzinho "sempre que dá", mas nunca quando está dirigindo ou simplesmente pra ficar doidão panguando por aí. Igor é um rapaz consciente, tem o respeito como filosofia de vida e faz a sua parte. Já passou por poucas e boas e conhece bem o mundo em que vive. Tem sonhos, desejos, vontades e determinação pra conquistar tudo isso. Pensa em se formar e abrir um negócio próprio mas, a vida tá muito boa assim.

O Ano Em Quem Meus Pais Sairam de Férias



Primeiro tempo. Enquanto o mundo curtia toda a euforia de uma Copa do Mundo no ano de 1970, o Brasil enfrentava o pior período da ditadura militar sob o governo de Médici.
Mauro sai de Belo Horizonte e é deixado na casa do avô, que é judeu, em São Paulo.
Os pais dele saem de campo, entram de “férias” e a partida é iniciada para o garoto. Enquanto aguarda a volta dos pais, Mauro começa a entrar num mundo totalmente desconhecido e novo pra ele: o judaísmo. Porém a religião não é o tema central do filme, o que se quer passar é a visão da ditadura sob o olhar de uma criança. Todavia a beleza da infância não é privada do garoto que passa a experimentar diversas situações bem inusitadas que divertem o espectador fazendo-o voltar para as memórias que cada um tem daquela época.
Quem viveu naquele período vai se surpreender com toda a produção do filme que reproduz fielmente os lugares, roupas, objetos e etc.
Começa o segundo tempo. Mauro aprende a enfrentar o mundo que está a sua frente com mais maturidade. A inocência do menino é fundamental como uma forma de superar a situação podre instalada.
‘O ano em que meus pais saíram de férias’ é um filme que serve como reflexão sobre uma época dura e lança um olhar de esperança conta a opressão. Fim de jogo.